Os 10 perfumes femininos mais elogiados para usar a noite | We Fashion Trends
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Os 10 perfumes femininos mais elogiados para usar a noite

3 de agosto de 2016

como escolher o perfume

 

Depois de falar sobre os 10 perfumes mais elogiados para o dia, seguimos agora para a lista dos mais elogiados para a noite, vulgo balada. A vantagem da noite é que nela quase tudo é permitido, afinal a temperatura é mais amena, o tempo de exposição é mais curto e o ambiente é mais tolerante. Dificilmente alguém nos chamará atenção por estar usando um perfume muito forte ou enjoativo. É a hora de tirar as bombas do armário e caprichar nas borrifadas sem medo de causar.

Mais opulentos e intoxicantes, esses perfumes abusam de especiarias quentes e doces para acender o desejo alheio. Na perfumaria feminina, destacam-se notas como frutas vermelhas, flores brancas, canela, âmbar, incenso, sândalo, patchouli, baunilha, amêndoas, rum, caramelo, musk…

Perfumes mais antigos como Shalimar, Fracas, Opium, Poison, Coco, Paloma Picasso e Samsara, com seus acordes “ardidos”, secos e defumados, não entraram para esta lista por terem saído de moda, embora sejam clássicos maravilhosos com seu público cativo.

10 perfumes femininos para usar a noite:

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Angel (1992, Thierry Mugler)

A inspiração veio das lembranças de infância de Mugler, repleta de caramelo e outras guloseimas. Para tanto, os perfumistas decidiram revisitar a molécula usada no algodão-doce – o etil maltol. A nota de caramelo é sustentada por uma boa dose de patchouli e cercada de bergamota, frutas vermelhas, jasmim, mel, tonka, sândalo e baunilha. Chocante no início, Angel acabou sendo aceito e inaugurou o gênero gourmand, abrindo portas para todos os que vieram em seguida.

Classique (1993, Jean-Paul Gaultier)

Classique é glamouroso e sexy, com um frasco icônico que representa o torso nu de uma mulher. A fragrância abre cítrica e anisada antes de revelar um coração floral intenso de rosa, ylang-ylang, tuberosa, flor de laranjeira, íris e orquídea. A bomba floral recebe notas sedutoras de gengibre e canela, concluindo com um rastro quente e cremoso de âmbar, sândalo, baunilha e musk. A versão EDP foca mais na rosa e na baunilha, além de introduzir um delicioso toque de rum. jungle-lolita-perfume

Jungle (1996, Kenzo)

Construído basicamente em cima das notas de manga e cravo-da-índia, Jungle realça o coração da fragrância com especiarias quentes de cominho, cardamomo e alcarávia para transmitir uma sensação selvagem e envolvente; ylang-ylang, patchouli e âmbar para trazer frescor e vitalidade; e manga, alcaçuz e baunilha para conferir um efeito lúdico e confortável. Jungle é controverso e extremamente forte, impregnando seu aroma inconfundível na pele e nas roupas.

Lolita Lempicka (1997, Lolita Lempicka)

Lançada cinco anos após Angel, esta fragrância ajudou a fomentar a tendência dos gourmands e conseguiu o feito sem plagiar. Lolita Lempicka também tem uma base de patchouli e baunilha – que cria o efeito bombom –, porém traz um acorde floral-anisado de íris, violeta, anis-estrelado e alcaçuz. Uma nota de cereja também aparece para ressaltar a tonka, assim como o vetiver entra para suavizar o perfume. Lolita Lempicka é atrevida e vai atrás do que quer. hypnotic-poison-black

Hypnotic Poison (1998, Dior)

Ameixa, rosa, coco, baunilha, flores brancas, amêndoas, especiarias… Hypnotic Poison consegue reunir todas essas notas para criar um efeito aveludado, quente e radiante que faz jus ao nome. Apesar de ser uma variação do icônico Poison, Hypnotic Poison segue um estilo mais gourmand e não é tão extravagante quanto o tradicional. A versão EDP é mais seca e menos doce, mais defumada e menos cremosa, transmitindo mais maturidade.

Black (1998, Bvlgari)

Feito à base de couro, Black não tem cheiro de luva de madame mas sim um couro doce com nuances defumadas. Alguns dizem que ele tem aspecto de borracha, outros que ele remete a asfalto recém-colocado. As notas de âmbar, sândalo e chá suavizam a receita que resulta em algo bem incomum na perfumaria: um aroma constante na pele, desde o momento da aplicação até o cheiro de baunilha no travesseiro no dia seguinte. Classificado como unissex. crystal-noir-cinema

Crystal Noir (2004, Versace)

É arriscado lançar um perfume com nota marcante de coco, principalmente no Brasil onde o aroma dessa fruta muitas vezes é associado a material de limpeza. Crystal Noir, no entanto, teve um lançamento bem-sucedido. A fragrância abre fresca e picante com notas de cardamomo, pimenta preta e gengibre, mostrando em seguida seu coração luminoso de gardênia. Para formar seu caráter encorpado e cremoso, a base recebe notas de coco, sândalo e musk.

Cinéma (2004, Yves Saint Laurent)

Com seu frasco metálico e dourado inspirado em flashes e holofotes, Cinéma é um perfume que chama atenção ao mesmo tempo em que é confortável com todas as notas muito bem dosadas. A saída gourmand é composta por tangerina, cíclame e amêndoas. No coração, notas de jasmim, peônia e amarílis trazem feminilidade e glamour. No dry-down, Cinéma produz um efeito balsâmico e polvoroso de baunilha, âmbar, benjoim e almíscar que fecha a obra com delicadeza. flowerbomb-alien

Flowerbomb (2005, Viktor & Rolf)

Explosivo e glamouroso, este é um oriental floral para mulheres que curtem um buquê de flores doce à la Classique de Jean-Paul Gaultier. As notas de bergamota e chá abrem a fragrância e suavizam o que está por vir: um buquê de rosa, jasmim, frésia, orquídea e flor de laranjeira. A base é doce e macia devido às notas

de patchouli, baunilha e musk. Flowerbomb deixa um rastro doce, atalcado e aveludado de rosa, sem economizar na silagem.

Alien (2005, Thierry Mugler)

Com um nome bastante inusitado para uma fragrância, Alien tem uma aura misteriosa e intrigante, em oposição à doçura e inocência de Angel. Na saída, sentimos uma onda luminosa de jasmim e flor de laranjeira que aos poucos vai cedendo espaço para a base de âmbar e madeiras nobres. Diferente de Angel, este perfume deixa um rastro mais seco e amadeirado do que doce e caramelizado. Destaque para o frasco inspirado na pedra filosofal.

Menções honrosas: euphoria-insolence-leb

Euphoria (2005 Calvin Klein)

Existem fragrâncias sintéticas ruins e existe, como contraponto, Euphoria. O perfume passa a impressão de glamour e mistério com sua vibe floral escura e frutada doce. A combinação de orquídea negra e frutas vermelhas produz um aroma de cereja, contracenando com um acorde seco e esfumaçado de madeiras nobres. A nota de romã aparece para dar um efeito sofisticado de bebida alcoólica, enquanto especiarias e musk dão um toque sexy.

Insolence (2006, Guerlain)

Insolence é uma mistura de maquiagem com coquetel de frutas. As notas de cabeça consistem de frutas vermelhas e cítricas que logo abrem alas para um coração com cheiro de batom (acorde rosa-violeta). O perfume conclui sua performance com uma base balsâmica e polvorosa de íris, sândalo, tonka e musk. A versão EDP é mais doce e atalcada – duas borrifadas são suficientes para o dia todo. Insolence é uma verdadeira obra-prima moderna de Guerlain.

La Vie Est Belle (2012, Lancôme)

Segundo Lancôme, este perfume levou três anos e 5000 amostras para ser concluído. Em vez de aparecerem na base como de costume, patchouli, tonka e baunilha estão aqui no centro da composição e recebem a molécula sintética etil maltol para montar o acorde fantasia de bombom. Para amenizar a fragrância, notas luminosas de íris, flores brancas e frutas foram acrescentadas. La Vie Est Belle é um perfume ultradoce, licoroso, amendoado e levemente floral.

Colaboração: Daniel Barros (Ego In Vitro), acompanhe no facebook.com/egoinvitro.

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